Quando nasce uma mãe?

Publicado por

_MG_1945

Quem de nós nunca ouviu a expressão: “quando nasce um bebê, nasce também uma mãe”?
Acredito que a maioria de nós mulheres já teve a oportunidade de ouvi-la. Mas será que somente após a chegada do bebê nos tornamos, verdadeiramente, mães?
Creio que não. Pelo menos, não foi assim comigo.

Costumo dizer que, desde o momento em que o espermatozoide penetra o óvulo e o zigoto se fixa no útero de uma mulher, ela já se torna mãe. E digo isso porque tudo se transforma no corpo e na mente da mulher a partir desse evento biológico. A doação, a entrega e o amor incondicional, sentimentos tão característicos de uma mãe passam a fazer parte dessa nova mulher.

Os hormônios favorecem a transformação. A partir dela, todos os pensamentos, interesses e desejos de uma mulher grávida passam a ser orientados por essa nova condição.
Instintivamente, a mulher se mostra mais cuidadosa com sua saúde, se afasta de situações perigosas, procura segurança, conforto e cuidado. Além do mais, o estado gravídico faz com que a mulher perceba o mundo sob um olhar mais sensível, chegando a desejar que ele seja o melhor dos lugares para receber seu bebê.

Quem nunca soube de casos em que mulheres deixaram de fumar por causa da gravidez? ou daquelas mães que fizeram o sacrifício de se manter numa cama ao longo dos noves meses, em razão do risco de perder o bebê?
Estou certa de que a maioria de nós também conhece alguém que, se antes era rude e desagradável, transformou-se em um ser humano mais doce e sensível.

Portanto, não é preciso estar com o bebê nos braços para sentir as transformações da maternidade. A sensação de responsabilidade por aquele novo ser já faz parte da nova mãe.
A medida que o feto se desenvolve no útero materno, a mulher também desenvolve seus instintos de cuidado e preocupações.
E haja preocupação. Pode acreditar!

Eu mesma tinha medos e ansiedades que me tiravam o sono. No início da gravidez, me angustiava por temer alguma má formação, algum problema mental. Condições que, apesar de serem contornáveis – pois, toda mãe ama seu filho independentemente da limitação que ele apresenta – me faziam tremer.
A cada novo exame, a cada nova certeza de que tudo estava bem, as preocupações se renovavam.

Aos cinco meses de gestação, tive uma infecção urinária. E apesar de se tratar de uma doença bastante comum em grávidas, mais uma vez me vi aflita, com o medo de que aquela condição pudesse afetar minha pequena. Lembro-me bem que cheguei a orar, com lágrimas nos olhos, pedindo a todos os anjos que protegessem o meu bebê. Felizmente, tudo não passou de um susto.

Já no final da gravidez, a preocupação era com a quantidade de líquido amniótico e com o ganho de peso. Tive que aprender a beber água e comer ovo. Duas coisas bem difíceis pra mim.

Portanto, meninas, não esperem estar com o bebê no colo para se sentirem mães. Desde o primeiro mês de gravidez, já somos mães, sim. Ao longo dos nove meses, estaremos apenas aprimorando essa nova condição para exercer todas as funções que lhe são inerentes, quando estivermos diante do desfio que é cuidar e educar um filho. Uma longa trajetória que nos acompanhará enquanto tivermos vida.

Agora, dizer que por tudo o que vivemos e sentimos na gravidez, estaremos preparadas para a concreta função de mãe…. Isso já é outra conversa, que eu prometo ter com vocês na próxima oportunidade.

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