Viajando grávida

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Se você está com uma viagem programada e acabou de saber que está grávida, não há motivos para ficar preocupada. Minha grande amiga, Priscilla Castro, acabou de viver essa experiência e, gentilmente, aceitou meu pedido para dividir conosco dicas certeiras de como fazer uma viagem incrível, com tranquilidade, segurança e sem deixar escapar qualquer momento de diversão.

Então, vamos viajar nas suas dicas?

Olá, leitores!

Atendendo a um pedido especial da minha amiga Daianny, vou relatar um pouco da minha experiência como viajante grávida. Meu marido e eu adoramos viajar. É o período mais feliz do ano pra gente (até agora).

Esse ano decidimos ir mais uma vez à Europa – com o pretexto de que seria a última viagem antes de engravidarmos, já que os planos eram para 2016. Roteiros feitos, cidades escolhidas – Lisboa, Berlim, Amsterdã e Paris – passagens compradas, tudo definido. Então, um mês antes da tão esperada partida, recebemos a alegre notícia: eu estava grávida!

Apesar da imensa felicidade com essa novidade, um fato nos preocupou: e a programação de férias? Cancelamos? Eu, como mamãe de primeira viagem, não tinha noção de como seria a gravidez, principalmente nessa fase inicial que envolve a formação do bebê e que exige uma série de cuidados até então desconhecidos para mim.

Comecei o pré-natal e logo informei a minha obstetra sobre a viagem. Ela me tranquilizou dizendo que, a princípio, não havia contraindicação para que eu viajasse. No entanto, qualquer fato adverso até a partida poderia alterar os planos, pois a gravidez é uma caixinha de surpresas.

Sendo assim, nesse período pré-viagem fiz todos os exames e ultrassonografias indicados, além de repousar bastante e me cuidar. Graças a Deus, até aquele momento não tinha enjoos, mas estava sentindo cansaço e sono extremos. Cheguei a questionar a obstetra sobre alguma medicação para afastar esse cansaço durante a viagem, mas ela disse que era o meu corpo preparando uma nova vida! Eu tinha que desacelerar meu ritmo. Como esses sintomas costumam diminuir no segundo trimestre, e como durante a viagem eu estaria entre 11 e 13 semanas, até lá já estaria mais disposta.

Em resumo, as orientações da obstetra e da nutricionista para que eu tivesse uma viagem tranquila foram as seguintes:

  • procurar não andar o dia inteiro (repousar um pouco à tarde no hotel e depois sair renovada);
  • levar todos os remédios possíveis para qualquer intercorrência, mesmo que você nunca tenha precisado usar antes (é melhor se garantir com a sua medicação do que procurá-la em outro país);
  • levar o cartão da gestante e atestados sobre a idade gestacional (caso a companhia aérea solicite essa informação, pois determinadas empresas não autorizam o embarque de gestantes após a 26ª semana de gravidez);
  • fazer caminhadas durante os voos e usar meias específicas para compressão;
  • beber muita água, principalmente nos voos;
  • levar roupas e calçados confortáveis (tênis, sapatilhas, sandálias e botas de salto baixo ou sem salto, preferencialmente);
  • alimentar-se a cada 3 horas, evitando fast foods e comidas gordurosas. Procurar alimentos saudáveis e em lugares higienizados (nada de comidinhas de rua!);
  • não comer carnes cruas ou alimentos mal passados, muito condimentados ou que você não conhece (deixe as aventuras gastronômicas para uma próxima oportunidade, já que o estômago fica mais sensível durante a gravidez);
  • procurar ingerir proteínas, principalmente no café da manhã (queijos, ovos, iogurtes);
  • levar sempre água e lanches na bolsa (eu levei daqui castanhas, grãos e frutas secas para ter lanches saudáveis por perto);
  • não carregar malas – deixem essa tarefa para os acompanhantes! No máximo, levar uma bolsa de mão ou arrastar malas de carrinho, sem levantá-las;
  • evitar subir muitas escadas (o que se torna bem difícil na Europa, principalmente nas estações de metrô e em alguns monumentos). Se for inevitável, suba uma parte, descanse, respire e continue;
  • levar o contato da obstetra para tirar eventuais dúvidas via whatsapp (obrigada, mundo moderno!);
  • não é prudente andar de patins, bicicleta ou segway, pelo risco de quedas.

Pode parecer uma lista grande, mas segui-la não foi um sofrimento. Confesso que às vezes passava o dia inteiro na rua, mas sempre procurava descansar um pouco, sentar para lanchar, almoçar bem devagar (seu corpo não é o mesmo e vai pedir para parar!)… Adotando esses cuidados, consegui curtir bastante o passeio e proteger nosso bem maior, o nosso bebê tão amado. Graças a Deus, não tive enjoos nem qualquer contratempo nessas férias. No total, foram 16 dias de viagem, cinco voos, uma viagem de trem e alguns passeios de barco.

Enfim, a viagem foi MARAVILHOSA. Lisboa e Paris foram repetecos, mas ainda assim conhecemos lugares novos e amamos. Berlim e Amsterdã não conhecíamos, são cidades belíssimas e encantadoras. Fizemos lindas fotos com minha microbarriguinha de grávida para um dia mostrarmos à nossa filha a primeira viagem que ela fez, desbravando o mundo através dos olhos da mamãe.

Um importante detalhe que observei: na Europa não é comum haver prioridade para situações especiais. Idosos, gestantes e mães com crianças de colo esperavam nas mesmas filas que os demais, o que às vezes era bem cansativo. Imagine aguardar mais de 1 hora para entrar num museu ou passar pela imigração no aeroporto! Quando questionava, me respondiam que eu deveria esperar na fila, enquanto no Brasil usufruo desse direito desde que descobri a gravidez. De toda forma, não considero que isso tenha atrapalhado o passeio (embora pudesse ter facilitado, poupando a grávida de longas esperas)!.

Vale lembrar: cada gravidez é única e tem suas orientações específicas. Não deixe de se precaver com seu obstetra antes de partir, mesmo que seja para uma viagem curta. Cuidados nunca são demais!

Obrigada pelo espaço, Day.

Beijos!


fotoPri

Priscila Castro é Servidora pública, advogada, eterna estudante de Direito e, às vezes, escritora de artigos (jurídicos ou não). Apaixonada pela cultura francesa, adora planejar viagens e executá-las. Nas horas vagas, um bom livro, uma caminhada na orla da praia ou um happy hour com amigos são pequenos prazeres que tornam a vida mais leve. Agora, dando os primeiros passos no maravilhoso universo da maternidade.

 

 

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